O rippling é uma das complicações estéticas mais comentadas entre pacientes que colocam prótese de silicone.
O termo é utilizado para descrever pequenas ondulações ou marcas perceptíveis na superfície da mama, geralmente causadas pela visualização das dobras do implante sob a pele.
Essas irregularidades podem aparecer tanto ao toque quanto visualmente, principalmente em determinadas posições do corpo ou durante movimentos.
O risco de rippling está diretamente relacionado à espessura da pele, quantidade de gordura corporal, cobertura mamária e posicionamento da prótese.
Pacientes muito magras, com pouco tecido mamário ou pele fina, costumam apresentar maior predisposição a esse tipo de alteração.
Na técnica subglandular, onde o silicone é colocado por cima do músculo, a prótese fica coberta apenas pela glândula mamária e pela pele.
Quando essa cobertura é pequena, as bordas do implante podem se tornar mais aparentes com o passar do tempo.
Já na técnica submuscular, o músculo peitoral cria uma camada adicional sobre a prótese, ajudando a suavizar o contorno e reduzir a visibilidade das ondulações.
Por isso, mulheres com baixo percentual de gordura frequentemente apresentam melhores resultados com a técnica por baixo do músculo.
Segundo Dr. Paulo Germano, cirurgião plástico em Goiânia, prevenir o rippling depende principalmente de um planejamento correto da cirurgia, respeitando limitações anatômicas e escolhendo a técnica mais adequada para cada perfil corporal.
Mais do que volume, a cirurgia mamária precisa priorizar equilíbrio, naturalidade e estabilidade estética ao longo dos anos.



