Ruptura do LCA: a falta de dor não significa que o joelho está saudável
É comum que a dor diminua algumas semanas após a ruptura do Ligamento Cruzado Anterior. Quando isso acontece, muitos pacientes acreditam que a lesão deixou de ser um problema e interrompem o acompanhamento médico.
No entanto, o principal papel do LCA não está relacionado à dor, mas sim à estabilidade do joelho.
Mesmo sem sintomas importantes, a articulação pode apresentar movimentos anormais durante determinadas atividades. Muitas vezes, essas alterações passam despercebidas no dia a dia, mas aumentam significativamente a sobrecarga sobre o menisco e a cartilagem.
Com o tempo, esse processo pode favorecer novas lesões e acelerar o desgaste da articulação.
A necessidade de cirurgia não depende apenas do exame de ressonância magnética ou do rompimento do ligamento. Ela leva em consideração diversos fatores, incluindo idade, prática esportiva, profissão, nível de atividade física, episódios de instabilidade e presença de lesões associadas.
Em pacientes com menor demanda funcional, a fisioterapia e o fortalecimento muscular podem proporcionar bons resultados. Já aqueles que apresentam instabilidade recorrente ou desejam retornar a esportes de pivô frequentemente apresentam indicação para reconstrução do LCA.
Segundo o Dr. Arthur Rodrigues – Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho em Goiânia, a decisão deve ser individualizada. Avaliar apenas a intensidade da dor pode levar a conclusões equivocadas. O mais importante é compreender como o joelho está funcionando e quais medidas podem preservar sua estabilidade e sua saúde ao longo dos anos.



