Cirurgia plástica segura começa muito antes de entrar no centro cirúrgico
Quando uma pessoa decide realizar uma cirurgia plástica, é natural que grande parte da atenção esteja voltada para o resultado estético. No entanto, antes de discutir formato, volume, contorno corporal ou técnica cirúrgica, existe uma etapa ainda mais importante: avaliar se o procedimento pode ser realizado com segurança.
A avaliação pré-operatória permite identificar condições que podem aumentar os riscos durante ou depois da cirurgia. Hipertensão, diabetes, alterações cardiovasculares, problemas de coagulação, anemia e outras condições clínicas precisam ser consideradas individualmente.
Também é fundamental informar ao médico todos os medicamentos utilizados, inclusive aqueles de uso contínuo, suplementos e substâncias que possam interferir na coagulação ou na anestesia.
O histórico de cirurgias anteriores, alergias, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas também faz parte dessa investigação.
De acordo com Dr. Paulo Germano, Cirurgião Plástico em Goiânia, o planejamento de uma cirurgia não deve considerar apenas aquilo que o paciente gostaria de realizar, mas principalmente aquilo que pode ser realizado respeitando suas características e condições de saúde.
Dependendo da idade do paciente, do porte da cirurgia e do histórico clínico, podem ser necessários exames laboratoriais, avaliação cardiológica ou outros exames complementares.
Outra questão importante é compreender que nenhuma cirurgia é completamente livre de riscos.
O objetivo de uma avaliação adequada é identificar fatores que possam ser corrigidos ou controlados antes do procedimento e decidir se aquele realmente é o melhor momento para operar.
Em algumas situações, adiar uma cirurgia pode representar uma decisão de segurança.
O planejamento começa, portanto, muito antes da sala de cirurgia. Começa na consulta, na avaliação clínica e na capacidade de reconhecer os limites de cada paciente.



