Seu corpo pode “rejeitar” uma prótese de joelho?
O medo de que o organismo não aceite uma prótese é comum entre pacientes que precisam substituir a articulação do joelho.
Mas é importante esclarecer o que significa essa chamada “rejeição”.
A prótese não é um órgão transplantado. Portanto, não existe normalmente um processo em que o sistema imunológico simplesmente identifica o implante como estranho e tenta expulsá-lo.
Reações de hipersensibilidade aos materiais da prótese podem acontecer, porém são raras.
Na prática, uma das complicações que mais preocupa após uma artroplastia é a infecção periprotética.
Ela acontece quando microrganismos atingem a região do implante.
Essas bactérias podem aderir à superfície da prótese e formar um biofilme, tornando sua eliminação mais difícil.
A infecção pode aparecer precocemente depois da cirurgia ou surgir meses ou anos mais tarde, inclusive após bactérias alcançarem a articulação pela corrente sanguínea.
Fique atento principalmente a:
• dor nova ou piora inesperada da dor;
• inchaço persistente;
• calor e vermelhidão;
• secreção na cicatriz;
• problemas na cicatrização;
• febre;
• perda progressiva da mobilidade.
O tratamento depende de diversos fatores.
Em algumas situações é possível preservar a prótese. Em outras, principalmente em infecções mais complexas, pode ser necessário retirar o implante e realizar uma cirurgia de revisão posteriormente.
A boa notícia é que existem protocolos específicos para reduzir esse risco.
Preparação adequada antes da cirurgia, cuidados rigorosos durante o procedimento e acompanhamento próximo no pós-operatório são fundamentais para tornar a cirurgia mais segura.
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