Ressonância magnética ajuda a confirmar lesão de menisco, mas exame clínico é decisivo
A suspeita de lesão de menisco é comum em pacientes que relatam dor ao girar o joelho, inchaço recorrente, estalos e sensação de travamento. Apesar de ser um diagnóstico frequente, a confirmação exige uma avaliação completa.
O exame clínico realizado pelo ortopedista é o primeiro passo e, muitas vezes, o mais importante. Testes específicos durante a consulta podem indicar se o menisco está comprometido e se existe instabilidade associada, como lesões ligamentares.
A ressonância magnética é um exame útil porque permite visualizar o menisco, a cartilagem, os ligamentos e outras estruturas internas do joelho. Ela ajuda a identificar o tipo de lesão, sua extensão e possíveis alterações associadas, como desgaste cartilaginoso.
No entanto, nem toda alteração encontrada na ressonância explica a dor do paciente. Em pessoas acima dos 40 ou 50 anos, é comum aparecerem sinais de desgaste no menisco mesmo sem sintomas relevantes. Por isso, a correlação entre os achados do exame e o quadro clínico é essencial para evitar tratamentos desnecessários.
O tratamento depende do tipo de lesão, do nível de dor, da limitação funcional e do perfil do paciente. Em muitos casos, fisioterapia e fortalecimento muscular podem controlar os sintomas e devolver estabilidade ao joelho. Em situações específicas, especialmente em lesões traumáticas com travamento importante, pode haver indicação de procedimento cirúrgico.
O objetivo atual é preservar o menisco sempre que possível, reduzindo o risco de desgaste acelerado da cartilagem e de evolução para artrose.
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